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por Ana Patricia
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Publicado em 04/11/2026

A Lei de Lavoisier, o Algoritmo e a Energia

A Lei de Lavoisier, o Algoritmo e a Energia
Gosto de citar Lavoisier para quase tudo, na minha opinião, a quase tudo de aplica: "Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". De princípio universal da Física, Biologia ou Engenharia, ao conceito de continuidade e transformação em Filosofia ou até ao galão açucarado que usava para explicar este princípio aos meus explicandos.
É arriscado, mas apetece-me fazê-lo. Espero reações pelo mail do Mãos Com Alma. Quem sabe não se cria aqui algo interativo e giro.
Numa conversa de hoje, sobre essências e energias fiquei a pensar.
A essência de cada pessoa tem uma energia própria, que é imutável mas variável. Para o bem e para o mal, ninguém muda a sua essência, mas muda a forma como a vai utilizar para interagir com o mundo e com as pessoas. Existe uma mudança no algoritmo, deixa de fazer A para chegar a C e passa a fazer B para chegar a D. Logo, a energia muda, o resultado muda. E esta mudança de algoritmo e consequente mudança de energia pode alterar-se tantas vezes quantas quisermos e conseguirmos.
Eu não quero mais pessoas com a energia X na minha vida porque eu alterei a minha energia de X para Y. Sinto-me apenas confortável perto de pessoas com energia Y. Se falasse em atitudes ou comportamentos em vez de energia, poderia ser mais politicamente correto ou como lhe queiram chamar.
Mas quem sou eu para ir contra os grandes Físicos da Humanidade, mesmo que o desejasse, e não é esse o caso, quando afirmam que tudo é energia. E é. Acreditam em Wi Fi, mas se eu disser que não me sinto bem com a energia que determinada pessoa emana, já estou a divagar....
Eu tenho a Ciência a par da Filosofia e com a mesma importância, como as pedras de toque da minha maneira de ser. Uma, não existe sem a outra. Nada existe sem nada. Tudo está ligado. A parte por vezes não faz sentido, mas se a analisarmos no todo, será compreendida, como se nunca dúvidas sobre si houvesse.
Nada do que acabei de escrever é novidade. Apenas achei interessante a conversa de hoje e fez-me pensar no quão perigoso pode ser analisar apenas uma parte da história, da pessoa, da situação. Como pode ser perigoso não nos apercebermos que nos completamos, conforme o leite se completa com o café e faz um delicioso galão, ou como eu prefiro, um cappuccino. E logo agora que abriu a época dos cappuccinos.
Vemo-nos por aí.
Até já.

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