Sabores que Nutrem. Terapias que Acolhem
Ler mais
por Ana Patricia
Ler mais
Publicado em 31/08/2026

Padrões

Padrões
Bom dia e boa semana
Foi muita gentileza de uma amiga, ter-me convidado para, na passada Sexta-Feira fazer uma apresentação a partir do meu ponto de vista pessoal, sobre padrões e quebrar padrões. Este evento faz parte de um projeto maravilhoso que ela criou no seu igualmente fantástico espaço, que podem e devem visitar.
Então, falar sobre padrões, logo eu que os repito até à exaustão, tendo consciência de que os resultado nunca mudam e nunca me são favoráveis. Mas quem nunca.
Quebrar um padrão implica quebrar uma rotina que nos é conhecida e até chega a ser "confy", confortável em português. Contudo, se tomámos a consciência de que tem de ser quebrado é porque não nos faz bem, não nos traz paz, não nos acrescenta nada.
Imaginemos uma árvore, enorme, linda, cheia de folhas e viçosa. Pensamos nós, que não percebemos nada de agricultura. Para continuar a ser assim linda tem de ser podada, para crescer e ter novos ramos e folhas, senão acaba por definhar e morrer. A nossa poda é cortar o que não nos acrescenta, o que nos destrói, pior, o que nos corrói para voltarmos a crescer, a sermos nós. Para voltarmos a ter vida. A vida que nós queremos, de dentro para fora, que cresce em nós.
Quebrar padrões, não é esquecer o passado, além de impossível se calhar só nos faria cometer os mesmos erros no futuro porque a nossa essência continua a mesma.
Quebrar padrões, é antes de tudo, tomar consciência que eles existem e acima de tudo, querer quebrá-los. Caso contrário, a vida vai continuar o mesmo lamaçal onde iremos nadar sem de lá sair. Depois vem a tristeza, o desespero, misturamos recordações com saudade e até acreditamos que é naquele porto seguro que queremos continuar. Não é. O nosso lugar é no presente, a vivermos a nossa vida, produzindo, criando, fazendo parte do todo. Ficarmos sozinhos agarrados a um padrão por mais confortável que nos pareça, mas que não nos acrescenta, a lamentarmo-nos, a termos pena de nós, a vitimizarmo-nos é desrespeitar o Dom que é a vida.
Dói? Custa? Claro que sim. Mas é a única forma se optarmos por nós reencontrar.
Até já.

Subscreva para receber notificações de novas publicações

Insira o seu e-mail e receba as últimas atualizações do nosso blog.